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OPINIÃO

Crônicas... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Redação   
17-Aug-2010
O beijo e o gol
Por Rodrigo Alves de Carvalho
 
Carlos, Josimar, Júlio César, Edinho, Branco, Elzo, Alemão, Sócrates, Júnior, Zico e “eu”.
Eu mesmo.
Era essa a seleção que tinha em mente naquele final de 1986. Achava que jogando ao lado de Zico, o Brasil não teria sido eliminado da Copa no México.
Só não sabia como uma criança de onze anos poderia estar nessa seleção, mas eu sonhava, era fácil sonhar quando criança.
Naquela época tudo o que eu fazia era jogar bola, claro que estudava, mas não gostava muito, só gostava mesmo era de jogar bola.
Não era nenhum futuro craque, mas fazia meus golzinhos de vez em quando. Na minha rua pintamos dois gols, fizemos as áreas, o meio campo e juntávamos a molecada para jogarmos bola, o único problema era a rua em ladeira e quando chutávamos descida abaixo o coitado do goleiro tinha que ir buscar a bola.
A maior ansiedade era a chegada do sábado. De manhãzinha desenrolava o meião, passava sebo nas chuteiras, colocava tudo dentro da mochilinha e esperava o relógio bater oito horas para ir ao Estádio Municipal. Lá estava toda a criançada da cidade sentada e conversando na arquibancada esperando o treinador chegar.
Meu maior desejo era ser titular do time, mas era difícil, havia muitos outros garotos melhores que eu, sendo assim, tinha que esperar para jogar com os moleques do meu nível.
Nessa mesma época uma menininha linda se mudou perto de minha casa. Seu pai abrira uma pequena fábrica na cidade, ela era encantadora e seu jeitinho paulista de falar em pouco tempo me conquistou. Curioso é que ela também dizia gostar de mim (coisas de criança).
O problema era que nunca tive coragem de dar um beijo nessa menina, e oportunidades não faltaram, mas as pernas tremiam, as palavras não saiam e no final ficava sempre no zero a zero.
Então fiz uma promessa a mim mesmo:
“Já que quero ser um jogador de futebol e quero namorar essa menina, prometo que quando eu fizer um gol no treino e no mesmo dia lhe der um beijo, vou tomar outro rumo na vida, vou ser como um jogador profissional, com namorada e tudo”.
A partir daquele dia me esforcei ao máximo nos treinos para fazer um gol. Logo emplaquei um golaço, mas à noite cadê a coragem de beijá-la, dessa forma, deixava para outro dia.
Assim continuou. Gols eu fiz bastante, mas o beijo não passava da vontade.
Até que percebi que tudo aquilo não passava de uma besteira, uma bobagem, eu não precisava daquela promessa para ser um jogador de futebol ou arrumar uma namorada (talvez por achar que o beijo nunca sairia).
Naquele sábado resolvi deixar a promessa de lado, desistindo da dobradinha jogador/namorador e exatamente nesse dia eu consegui dar um beijo naquela menina, (mas infelizmente não tinha feito nenhum gol).


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Amigo do Rei PDF Imprimir E-mail
Escrito por Redação   
17-Aug-2010
6330 \ 3230 
Por Amigo do Rei
 
Gente, um  dia desses de setembro eu estava a considerar a inexorabilidade do tempo, caramba eu já tinha quase 50  e quer saber isso já faz pra mais de 10 anos; caramba de novo, e agora já são quase 60 .. éééhhh ... mais alguns carambas e ...  quase 100!    Eu só tenho uma coisa a lamentar, o tempo passa rápido demais.E tem gente que desperdiça ele; vive a remoer desventuras, gente que prefere:  invejar o sucesso a persegui-lo,  vingar-se a perdoar, odiar a amar..
Quanta bobagem, odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito.
O ódio se tivesse uma cor, seria vermelho, interessante que acredito seja tal qual a cor do amor, chego a pensar que ambos andam ali ó: par & passo...
É jornada que segue alma adentro.
Ou mundo afora. Sei lá.
Para odiar, é preciso eleger um objeto do ódio, necessita-se dele para dedicar-lhe rancor, ira, raiva e conseqüentemente  a  pouca sabedoria para entendê-lo e na maioria das vezes nem é por razão; mas por pretexto.
Alguns o procuram lá no âmago, oculto na profundeza do seu próprio ser.
Outros, simplesmente pela incerteza da certeza de alguma dúvida.
Quando individual é ruim, coletivo é pior ainda.
E se todo ódio fosse transformado em indiferença; possa ser que não seja a melhor solução, mas pelo menos se fosse, seria menos  pior!
Para ser indiferente a alguém, precisa-se do quê?
De coisíssima alguma.
O “insignificante” em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou prisão perpétua, tanto faz como fez; ninguém ta nem aí.
Não julgam seus atos, não observam seus modos, não testemunham sua existência. Ela não  exige olhos, boca, coração, cérebro: enfim  ignoram  sua presença, e muito menos se dão conta de sua ausência.
A indiferença se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
É igual numero de tel. de gente que a gente não liga, a gente nem tem.    
Gente, nada deve ser tão complexo como ser nada!
............... a propósito; o  6330 e o 3230 estão sempre no ar , ok?


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Atualizado em ( 17-Aug-2010 )
 
Amigo do Rei PDF Imprimir E-mail
Escrito por Redação   
25-May-2010
Situação
 
Certa vez, um famoso palestrante, entendido e versado em diversos assuntos diversos, convidado que foi para um “tour” de palestras em uma região composta por diversas cidades, aceita  a empreitada e: - Estava o douto á descer de um a subir em outro, quando por surpresa; em uma das cidades, depara com um auditório praticamente vazio, e não absolutamente vazio por contar apenas com um único ouvinte.
Ainda sobre o efeito da incredulidade, o palestrante aproximou-se do ouvinte perguntando-lhe se deveria ou não dar a palestra só para ele.
Ao que o ouvinte lhe respondeu: Sabe doutor eu sou um homem simples, e não entendo bem dessas coisas mas ...se eu entrasse num galinheiro e encontrasse apenas uma galinha para alimentar, eu alimentaria essa única galinha.O palestrante entendeu a mensagem e deu a palestra inteira, conforme havia preparado.Boa hora e meia passada do início e o tema chega ao final; o palestrante desce do palco achega-se ao ouvinte e pergunta:
E então meu senhor, gostou da palestra???
Ao que o ouvinte calmamente lhe respondeu:
Como eu lhe disse antes doutor, sou um homem simples, e não entendo dessas coisas, mas ... se eu entrasse num galinheiro que  tivesse uma só galinha, eu não daria o saco de milho.
Moral da História
Uma posição importantíssima tanto da nossa vida profissional quanto na particular é saber mudar os planos, quando a situação muda.
  (Amigo do Rei)

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Atualizado em ( 25-May-2010 )
 
Editoriais PDF Imprimir E-mail
Escrito por Redação   
25-May-2010
O “Caso dos Grampos Telefônicos” em Jacutinga

Na canção “Faroeste Caboclo”, imortalizada pela banda Legião Urbana, Renato Russo cantou: “não boto bomba em banca de jornal e nem em colégio de criança”. Tal citação remete ao período em que o Brasil esteve mergulhado numa ditadura onde o “vale-tudo” muitas vezes foi regra para manter no poder um governo de exceção. Hoje, nosso país caminha para a consolidação da democracia. Nas próximas eleições poderemos escolher entre um ex-exilado, uma ex-guerrilheira, a amiga de Chico Mendes... Lamentavelmente na contramão da história, pode estar nossa cidade. Nesta edição, a Imprensa traz uma gravíssima denúncia envolvendo supostos grampos telefônicos de importantes autoridades. Segundo a legislação em vigor, o grampo só pode ser realizado com autorização da Justiça, sendo inclusive a escuta telefônica o último recurso empregado na obtenção de provas. A “nova lei dos grampos” prevê que a escuta telefônica realizada sem autorização judicial constitui crime com pena de dois a cinco anos de reclusão e multa. Tal punição pode ainda dobrar caso o crime tenha sido praticado por funcionário público no exercício de suas funções - o que poderia ser o caso ocorrido em nossa cidade, já que a denúncia apresentada aponta como principal suspeito um secretário municipal. É muito grave termos como suspeito de tal crime alguém que é pago pelos cofres públicos para promover o desenvolvimento e não praticar o retrocesso e perseguições (cabe abrir um parêntese para lembrar da procuradora sustentada por todos nós e que foi capaz de fazer barbaridades com uma criança inocente!). Infelizmente, é notório que temos em nosso meio alguns que ainda balbuciam todo tipo de besteira e trancafiados em seus porões pregam a volta do totalitarismo, apartação, racismo... Tem até quem reponde por tortura e demonstra fascínio por regimes sanguinários como o nazismo. Seria um recalque de “pseudo-intelectual” visando impressionar leigos e desavisados - ou trata-se mesmo de personalidade doentia capaz até de provocar a ira irracional de cidadãos até então costumeiramente tranqüilos e pacatos. Temos certeza que a Justiça tomará às devidas providências no caso e o fato será apurado com toda seriedade. Caso seja comprovado que tal abuso de poder foi praticado (até mesmo cogitado!) seu autor deve ser punido e ter seu nome revelado com todas as letras. De esquecimentos e perdões sem apurar responsabilidades, não se constroem democracias e processos de emancipação. Constroem-se pactos de elite, espúrios e ditadores.
 
 
 
 
O dia em que Jacutinga ensinou ao mundo
 
A Justiça determinou que a empresa Google Brasil indenize alguns moradores de Jacutinga que foram vítimas de calúnias proferidas por covardes anônimos  em uma comunidade virtual. Mais do que enfocar se a indenização é milionária ou pequena, ou se os comentários anônimos partiram de beltrano ou cicrano, o caso chama a atenção para  “a responsabilidade digital”. Naquela ocasião, o fato ganhou destaque em grandes jornais, emissoras de tevês e foi parar até no conceituado The New York Times. Cabe ressaltar a coragem dos autores da ação que “do limão fizeram uma limonada” e foram uns dos pioneiros no debate “internet x responsabilidade digital”. Não por acaso, a ação posposta na Justiça norteou muitas outras pelo Brasil afora e seus autores fizeram até palestras em universidades sobre o tema. De maneira “pedagógica”, Jacutinga mostrou ao mundo que a Internet não pode ser um território sem lei, gerando espaço para a proliferação do ódio.  Nossa relação com a sociedade e o ser humano deve sempre ser pautada por princípios básicos e essenciais: respeito, cuidado e consciência.  No mundo real, como no virtual, o valor da dignidade da pessoa humana é um só.

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Atualizado em ( 25-May-2010 )
 
BREVES PDF Imprimir E-mail
Escrito por Redação   
30-Mar-2010
Bastardos inglórios
A nomeação do ex-tenente José Vacir Côgo para comandar a S.O (Secretaria de Obras) surpreendeu muita gente. O cargo que requer bastante contato com o público foge ao perfil do ex-controlador interno da Prefeitura, que raramente é visto nas ruas de nossa cidade e passa praticamente todo o dia trancado no Paço Municipal. Ao assumir a pasta, o policial da reserva comprovou que é mesmo o braço direito do prefeito Darci de Moraes Cardoso, já tendo assumido diversas funções na atual administração. O notório interesse de Côgo pela literatura nazista também já chamou a atenção de muita gente. O novo secretário já recorreu à Biblioteca Municipal em busca de livros sobre o holocausto.
 
Tapetes persas
Após deixar a Secretaria de Obras, o vice-prefeito Enivaldo Fernandes “Nó” de Andrade não tem sido visto com a mesma freqüência na Prefeitura. Candidato natural a sucessão municipal, Enivaldo pode ter seu “tapete puxado”. Há quem afirme que ele só disputará o pleito caso busque seu espaço em um outro grupo político. Nas funções de secretário, Enivaldo sempre era visto acompanhando de perto as obras no município.
 
Dando um migué federal
Muita gente foi Câmara Municipal para abraçar o vereador Ricardo Henrique Panizolo, que reassumiu sua cadeira após uma decisão da Justiça. Quem não deu o ar da graça foi o vereador Natan  dos Santos - autor da denúncia  que afastou temporariamente Panizolo do Legislativo local. Segundo informações, o vereador denunciante teria ido a Brasília “buscar recursos”. Detalhe: o orçamento da União que prevê verbas e recursos para os municípios só será elaborado em novembro/dezembro.
 
Juntos e com paz!
Ao chegar à Câmara Municipal para reassumir sua cadeira, o vereador Ricardo Henrique Panizolo pediu que seus amigos e correligionários não causassem nenhum tumulto e que acompanhassem a reunião “em paz”. O vereador estava feliz com o regresso e afirmou que não guarda mágoa de ninguém, apenas ficou surpreso com a postura do ex-vereador e suplente, Helio Colombo, que votou favorável a sua cassação. Até então, Colombo “era seu companheiro político”. Há quem afirme que os vereadores ligados ao prefeito vão tentar cassar novamente Panizolo, agora por um “outro motivo qualquer”. Vai entender... Nem Freud explica!
 
Poço sem fim
Por falar em  Helio Colombo, coincidentemente após ser favorável a cassação de Panizolo, um filho do ex-vereador foi contratado pela Prefeitura. O novo funcionário público foi cedido ao Fórum, onde deverá prestar serviços.
 
Luz para alguns
Na última sessão, o vereador Marcelo de Paula comentou algumas dificuldades do “Programa Luz para Todos”, geradas pelo excesso de burocracia. Segundo o vereador, alguns poderão “ficar na saudade”.
 
Nas ruas
Na última reunião, o vereador Homero Luis Nardini comentou sobre a dificuldade de acessibilidade nas ruas de nossa cidade. O vereador José “Juquinha” de Paula também enfocou os problemas de locomoção que os portadores de deficiência enfrentam em Jacutinga.
 
Só no paparico
O vereador Marcos “Tadeu da Padaria” Niciolli  usou quase todo seu tempo como orador inscrito para “rasgar seda” para deputados ligados ao seu grupo político. Em ano de eleição a bajulação deverá ser grande.
Big Brother dos vereadores
Em abril, o portal da Imprensa promoverá uma espécie de “Big Brother” da Câmara Municipal. A cada semana os internautas irão eliminar um vereador (apenas um voto por IP - Internet Protocol). A disputa promete...

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